06/09/2014

Os efeitos do álcool no organismo

O álcool está presente em comemorações, festas, baladas, no encontro de amigos, na descontração e na identificação de grupo. As consequências do exagero no consumo de bebidas alcoólicas são multas, acidentes, erros, brigas, agressividade e muitas outras.

Todas essas citações são abordagens sociais sobre o consumo de álcool. Mas afinal, você conhece os efeitos químicos que produzem no organismo?

Numa época em que a lei seca se tornou mais restritiva e a fiscalização sobre a venda de bebidas para menores já tem maior punição, as pessoas estão bebendo mais e em binge – que significa consumir em apenas duas horas mais de 4 doses, no caso de mulheres, e 5 doses para homens..

Pesquisa da Universidade de São Paulo mostra que o consumo abusivo de bebidas alcóolicas cresceu 31% nos últimos 7 anos. Embora a equivalência da população que consome álcool venha se mantendo - 52% da população não bebe, em compensação os 20%maiores bebedores consomem 56% de todo o álcool comercializado.


SENSAÇÕES POR TODO O CORPO



Os efeitos imediatos do consumo de bebida alcóolica são bastante conhecidos: perda do reflexo, raciocínio lento, alteração de humor, fala enrolada. E a famosa “ressaca” também: enjôo, vômito, dor de cabeça, sede...  


Mas tudo isso tem efeitos diferentes em cada pessoa, conforme o peso, a idade, a quantidade e o tipo de comida no estômago. Isso define a proporção de álcool no sangue, que antes já foi absorvido pelo intestino, estômago e cólon.

Mas estudos demonstram que quanto maior a quantidade de álcool consumida, maior os efeitos no organismo. Começam com rubor e calor, alteração do humor, da coordenação,passam pela perda da memória, vômitos, sonolência até começar a se agravar com insuficiência respiratória, coma e até a morte. Tudo isso pode acontecer em menos de 12 horas, especialmente quando a bebida é combinada com outras drogas.



OS EFEITOS FUTUROS DO ÁLCOOL



O consumo frequente e episódios repetitivos de exagero no consumo de álcool leva a agravamentos e a doenças crônicas, que atingem principalmente o sistema digestivo e hepático, que envolve estômago, fígado, pâncreas, rins, mas também tem efeitos nocivos no coração e na circulação, que acaba como consequência influenciando nos órgãos sexuais.

Cirrose, úlcera, hepatite alcóolica, tremores, hipertensão, perda de memória, de vitaminas, de musculatura, gases, azia, náuseas, diarreias, palpitações, falta de ar, dor no tórax, impotência e perda da libido, hemorragias.

O organismo encontra muitas formas de reagir e gritar durante o tempo todo e de todas as formas. Ele quer evitar o colapso da química no organismo. Mas a verdade é que mesmo quando o indivíduo para de consumir álcool, os efeitos permanecem por muito tempo e em muitos casos se tornam irreversíveis.

O alcoolismo é uma doença e deve ser tratada como tal, segundo a Organização Mundial da Saúde. Mas por estar envolvida com a questão social, muitas vezeso vício não é respeitado como um problema sério.

A doença não é hereditária, mas tem grande incidência, já que 10 de cada 100 pessoas apresentam pré-disposição ao alcoolismo. O meio é um grande estimulador e serve de gatilho para o consumo exagerado, especialmente em jovens, que são bastante influenciados pela propaganda e pelo grupo.

Muitos jovens ainda arriscam a vida também de outras pessoas ao dirigirem embriagados. Hoje já é consenso de que os jovens estão bebendo mais e bebidas mais fortes, como os destilados. Resta saber quais serão as consequências futuras no organismo e na vida desses jovens.



Por DafnaObadia, colaboradora do site Plano de Saúde


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