23/02/2014

Como não ser odiado no trabalho

Todo mundo sabe o que é ter um colega de trabalho chato. Os motivos podem variar: desde ser muito puxa-saco até ser irresponsável. Mas, e quando achamos que nós é que somos esse colega mala? Afinal de contas, é fácil apontar os defeitos nos outros, sem assumir suas próprias falhas. Vamos analisar como você pode ter certeza de que não é aqueles que todos no escritório tentam evitar.

Na verdade, mesmo se você não for esse cara chato, todos nós temos algumas coisas que podemos melhorar, habilidades que poderíamos cultivar ou algumas áreas nas quais precisamos nos apoiar nos conhecimentos especializados ou experiência de outra pessoa. Veja como identificar algumas dessas áreas de crescimento e como enfrentá-las com a cabeça erguida.

1. Aprenda a receber feedback e a aproveitá-lo

Antes de mudar qualquer coisa, você realmente precisa saber quais são suas fraquezas. Infelizmente, mesmo que seus colegas provavelmente estejam ciente delas, não estão dispostos a simplesmente despejá-las em você. É preciso persuadi-los a te contar e estar pronto para o que eles têm a dizer.

Você não precisa fazer malabarismos para receber um feedback honesto de colegas ou do chefe; basta ser tão honesto com eles como gostaria que eles fossem com você.

Comece com o seu chefe. 

Pode ser tentador recorrer a colegas primeiro, e há muito a ganhar falando com eles, porém lembre-se que não é tarefa dos seus colegas se certificar de que você sabe como fazer as suas. Seu chefe tem responsabilidade sobre você, e se tiver um bom relacionamento com ele, deve estar disposto a conversar sobre seus pontos fortes e fracos. 

Tenha uma conversa honesta com ele sobre onde você pode melhorar e pergunte se você está sendo um peso para o resto da equipe. Incentive-o a ser honesto, e ressalte que você só quer crescer e melhorar na sua função.

Faça com que a conversa seja informal e privada. 

Tome um café com seu chefe e pergunte-lhes honestamente como você pode ajudar ou onde acham que você já está se saindo bem. Se não tiver um bom relacionamento com seu chefe ou tiver medo de que perguntar sobre suas fraquezas vai despertar uma atenção indesejada, converse com um colega de trabalho que você confia.

A confiança é importante neste momento, assim como certificar-se que toda a situação seja descontraída e informal. Nada de papel e caneta, de declarações assinadas ou salas de conferência. Você quer que eles sejam abertos, sem medo da repercussão ou que de alguma forma você use a informação contra eles. Se estiver conversando com o seu chefe, você pode querer tomar algumas notas, entretanto, em geral, esperamos que isso não seja uma avaliação – você está apenas conversando.

Encoraje os seus colegas a serem honestos (mas gentis). 

Seus colegas podem não ficar à vontade quando você lhes perguntar o que pensam de você e de seu trabalho, contudo, deixe-os cientes de que você está preocupado e só quer melhorar, que não quer que todo mundo trabalhe mais do que deveria por sua causa. 

Seu chefe até pode ter reservas em falar sobre este tipo de coisas fora de uma reunião oficial. Incentive todos a serem honestos com você, mas com uma certa noção. Afinal, você está procurando uma crítica gentil e um feedback honesto, não um rol de coisas a fazer ou um regime de treinamento. Você quer opiniões e ideias, e não um plano de melhoria de desempenho que eles terão que supervisionar.

Não os deixe escapar. 

Eles podem afirmar que está tudo bem ou que não têm nada a dizer, mas explique que você sabe que tem espaço para melhorar, só precisa saber onde. Todo mundo tem espaço para crescer e todos, em qualquer escritório, têm opiniões sobre seus colegas: boas, más e tudo que se encontra entre estas duas. Incentive-os a explorar esse território central, sem extremismos.

Não leve para o lado pessoal. 

Isto pode ser muito difícil, contudo é importante que você se lembre que a crítica que você recebe não é pessoal. Explique para quem você está perguntando também – o objetivo não é descarregar, é ajudar você a melhorar (e, com o tempo, manter o seu emprego.) Se precisar, reflita e aumente a sua própria autoestima antes e mantenha a conversa sobre as coisas que você faz no escritório, as ferramentas que usa, os projetos em que trabalha e os resultados que precisa para alcançar. Não é necessário discutir seus hábitos e comportamentos pessoais, a menos que eles estejam diretamente relacionadas ao seu trabalho.

Receber uma crítica é difícil até mesmo para o melhor de nós, porém é uma habilidade importante para aprender

Obviamente, você precisa ser capaz de diferenciar as críticas de humilhação, mas se você for honesto e aberto com colegas de confiança, não há motivos para que eles possam querer fazer você se sentir mal consigo mesmo. Claro, o feedback pode ser negativo, caso em que você deve fazer perguntas para esclarecer detalhes. Se todos forem honestos com você e você receber a mensagem, é só fazer as mudanças certas e todos mundo sai ganhando.

2. Identifique os pontos que você sente mais dificuldade e onde quer crescer

Depois deste feedback das pessoas que trabalham com você, anote tudo e aplique em áreas específicas que você quer melhorar. Algumas das coisas que você vai ouvir provavelmente são coisas que você não pode mudar. Outras, no entanto, como a sua proficiência em atividades ou ferramentas específicas, o seu tempo de resposta, seus horários, a sua forma de comunicação, etc, estão entre os pontos que podem ser facilmente adaptados e alterados.

Faça a sua lista e priorize os itens de acordo com o que você ouve de pessoas diferentes. Dessa forma, você tem uma maneira rápida de definir o que trabalhar, já que tal aspecto afeta ou pode ajudar várias pessoas. Resolva primeiro o que você pode facilmente mudar (como frequência de e-mail, o tom da comunicação e outras “competências sociais”) até o que pode ser mais difícil de ajustar (suas horas de trabalho, o seu nível de experiência com uma ferramenta ou programa da empresa, etc).

3. Faça treinamentos para se aprimorar

As competências sociais são fáceis de mudar – alguns lembretes, uns dois post-its e você já vai criar um hábito de checar duas vezes seus e-mails para se certificar de que você não soa como um idiota antes de clicar em enviar.

Para todo o resto, porém, como habilidades relacionadas ao trabalho ou ferramentas específicas, talvez seja hora de começar um treinamento para reforçar suas competências. Verifique com o seu chefe se há algum curso relacionado ao seu trabalho disponível. Se é uma ferramenta própria da empresa, talvez você possa falar com a pessoa que a criou ou a equipe que a gerencia. Eles vão te dar ideias para fazer melhor uso dela.

Você ficaria surpreso com quantas plataformas úteis de treinamento para PowerPoint, por exemplo, ficam perdidas e esquecidas nos computadores da empresa, apenas lembradas pela pessoa que a criou ou por alguém que passa por um treinamento inicial. Se é uma ferramenta comercial, veja se sua empresa pode pagar pelo seu treinamento. Para a maioria das companhias, é uma relação vantajosa para ambos os lados – gastam um pouco de dinheiro para torná-lo melhor em seu trabalho e fazem com que esteja mais propenso a continuar trabalhando para eles, porque você vai se tornar um empregado mais feliz e valioso.

4. Encontre um mentor para ajudá-lo a crescer

Lembre-se, receber feedback não é algo que acontece apenas uma vez. Se conseguir tornar isto um bom hábito, você pode crescer e melhorar constantemente. Você vai ficar melhor no que faz, vai ser mais valioso para sua empresa (e, idealmente, eles vão provar isso com um aumento no salário e/ou progressão na carreira), seus colegas serão mais felizes em trabalhar com você e você estará mais confiante e feliz no trabalho.

Uma maneira de manter este feedback atualizado é encontrar um mentor. Pode ser alguém fora do seu departamento, mas ainda membro da sua equipe, um antigo patrão que você realmente confia e com quem você gosta de conversar, ou alguém que você conhece em uma associação profissional. Qualquer pessoa que você conhece, confia e que te admira profissionalmente.

Se você não tem alguém assim, considere um colega de confiança ou alguém que esteja no mesmo nível de hierarquia que você. Mesmo que ele não esteja em seu departamento, um “amigo de feedback” pode ajudá-lo a melhorar e a estar mais aberto e resistente quando receber críticas.

Independentemente do que você faz, se você está preocupado que você é “aquele cara” no seu escritório (e, é claro, se estiver aberto à possibilidade de que o problema realmente seja com você), mudar de emprego ou departamento não vai ajudá-lo – o problema só vai te seguir. Não tenha medo de feedback ou de fracasso – essas são coisas que nos ajudam a melhorar. 

1 comentários:

miguel sousa disse...

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