04/10/2009

O Vendedor de balões


Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.


Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.


Havia ali perto um menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.


Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista.


O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas...


Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.


Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:


- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?


O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:


- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

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