04/02/2009

O 'fantasma' da altitude...

No mundo esportivo é muito comum ourvirmos a respeito dos problemas que praticar um esporte na altitude pode trazer para o desempenho do atleta.

O difícil é entender, na prática, porque isso acontece.

Isso já joi objeto de estudo de vários pesquisadores na área da fisiologia e do treinamento esportivo, e, consultanto algumas obras vou tentar explicar de forma didatica as mudanças que parecem tão assustadoras.

Primeiro devemos lembrar que a gravidade da Terra, força que atrai os corpos exerce ação sobre os gases também, ou seja, a pressão é maior quanto mais perto do solo.
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Os gases, inclusive o oxigênio, tem a propriedade de se comprimir ou se dilatar de acordo com os fatores do meio ambiente.
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Assim, ao nível do mar, a concentração de moléculas de oxigênio é muito grande, elas ficam comprimidas (apertadas para baixo) devido a força da gravidade.

Conforme vamos subindo, não é que o oxigênio acabe, o que acontece é que as moléculas tem mais espaço, por isso, se expandem.
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Imaginem um grande show de um artista internacional, quanto mais perto do palco menos espaço você tem pra se movimentar e mais pessoas vão te apertar. Se você for pra longe vai sobrar espaço.

Isso também ocorre na atmosfera, e utilizando o exemplo anterior, o nivel do mar é o palco e quanto mais longe do palco maior a altitude.

A proporção de oxigênio na atmosfera é sempre de 21%, porém, se uma pessoa respira 1 litro de oxigênio ao nivel do mar, ela respira uma maior quantidade de moléculas de oxigênio do que uma pessoa que respira este mesmo litro a 3.000 metros de altitude.

Isso pode trazer fraqueza, mal-estar, náusea, vômito e insônia. E para atletas que praticam atividade prolongada uma sensível queda no desempenho atlético principalmente nos primeiros dias.

Bom, espero ter contribuído com essa dúvida que me acompanhou durante muito tempo também.


Referências:

FOX, Edward. Bases Fisiológicas da Educação Física e Desportos.

OLIVEIRA, Osmar de. O Atleta Moderno: Dicas e verdades para o esportista.

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