Obesidade X Relacionamento Amoroso


Além dos problemas de saúde enfrentados pelas pessoas que sofrem de obesidade ou estão bem acima do peso ideal, a vida profissional e amorosa também pode ser prejudicada pelos quilos a mais.


A conclusão é de uma pesquisa do Hospital do Coração em São Paulo, divulgada este mês. Dos entrevistados, 81% afirma que a obesidade interfere na ascensão profissional e 78% acreditam que o excesso de peso dificulta o relacionamento conjugal.

Os dados preocupam principalmente porque, no Brasil, segundo dados do IBGE, 49% da população está acima do peso. De acordo com o coordenador da pesquisa, o médico Daniel Magnoni, um dos fatores que mais chamam atenção na pesquisa é opinião dos entrevistados sobre o casamento com um obeso.

Entre os entrevistados do sexo masculino, 54% afirmou não ter interesse em construir uma relação matrimonial com pessoas acima do peso. Para o sexo feminino essa conclusão é um pouco menor (em torno de 46%). No que diz respeito às classes sociais, 66% dos entrevistados que pertencem à classe A não assumiriam a união, contra 44% da classe B e 51% da classe C.

Com relação ao trabalho, a obesidade se mostrou menos impeditiva entre as pessoas consideradas da classe A — apenas 60% acredita que o excesso de peso prejudica o desempenho profissional. Entre os entrevistados da classe C, 83% acredita que a obesidade atrapalha na hora de conseguir um emprego ou ascender na profissão.

— Esses dados representam diversos fatores comportamentais da sociedade atual, o que mostra que muitos obesos ainda sofrem preconceito no mercado de trabalho, em relações amorosas, no transporte público, entre outros — afirma Magnoni.

A mobilidade e a locomoção também são um problema para as pessoas que estão acima do peso.

— Hoje, poucos lugares públicos e até privados oferecem locais apropriados para atender as pessoas obesas, disponibilizando poltronas especiais, produtos e serviços diferenciados. No que diz respeito ao transporte público, 77% dos participantes da pesquisa constataram dificuldades — explica o coordenador da pesquisa.

O estudo foi realizado pelo HCor, em parceria com o Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN), nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro com 600 pessoas — 300 do sexo feminino e 300 do sexo masculino — entre 18 e 60 anos.



Comentários

Valdecy Alves disse…
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